quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sobre amores e exílios

 
 
Capa de meu novo livro.
Coloco abaixo o release que Renato Lima fez sobre ele.
 
 
Andréa Brunetto lança o livro "Sobre amores e exílios"
 
 
“A honra da literatura é evi­denciar que o homem não é a “fina flor da criação” – essa é a ilusão de seu ser religioso – e sim Sicut pa­lea, isso que Lacan almejava que um analista descobriria ser ao fi­nal de sua análise: nada, dejeto, estrume. E dessa condição de “exi­lado das coisas“, de falta do obje­to, seu ser de desejo pode emergir. Isso é o que melhor a literatura nos mostra. Um mundo de desejos incandescentes, como de forma tão linda Vargas Llosa escreve. Então, por que alguém escre­ve? Cada romancista tem seus mo­tivos. Salman Rushdie, o escritor indiano-mulçumano, autor de Os versos satânicos, alega que escreve para preencher o lugar esvaziado de Deus; Marguerite Duras para cons­truir um exílio, uma pátria do verbo, “uma pátria sem terra, sem nação, a mais sólida do mundo, a mais indes­trutível”. (Andréa Brunetto)
 
Apai­xonada pela psicanálise, apaixonada pela literatura, Andréa Brunetto transparece essa paixão em to­das as páginas deste livro que, como diz o título, está na fronteira entre uma e outra. Fiel ao preceito de Lacan de que o psicanalis­ta não deve tentar encontrar, a partir de sua obra, as neuroses de um autor, ela se vale dos textos de renomados escritores – como Freud fez com a Gradiva, de Jensen – para ensinar aquilo que o romancista revela, de­monstrando o que ela nos anuncia nas pri­meiras páginas: de que a psicanálise pouca importância tem para a literatura, mas esta tem muito valor para o analista.
Tomando-nos pela mão, Andréa nos faz com­panheiros e confidentes da viagem através desse litoral como se estivesse conversando conosco e tornando-nos cúmplices do seu ar­rebatamento para mostrar como, tanto no amor como no exílio, somos todos estrangei­ros, “desterrados do país-infância”, exilados do inconsciente e habitantes dessa outra cena. Por isso ela pode passear por autores e lugares tão diversos como Imre Kertész, Elfried Jelinek ou Orhan Pamuk, entre ou­tros, e Auschwitz, Viena ou Istambul, evi­denciando que não só a psicanálise, mas também a literatura não tem pátria nem fronteiras.
Porém, não nos enganemos com essa aparente simplicidade. Ela é fruto de uma extensa lei­tura e grande familiaridade com todos os es­critores citados, tanto de um território quanto do outro, evidenciando que o gosto pela lite­ratura que herdou do pai – como nos infor­ma logo nas linhas iniciais – foi inteiramente conquistado por ela (segundo a recomendação freudiana), pois assumido como um desejo seu e “anexado” àquele pela psicanálise.
Viajando por tantas terras, este livro é uma carta-letra que sem dúvida chegará ao seu destino. (Andréa Rodrigues)
 
 
LANÇAMENTO:
Todos estão convidados para o próximo dia 14 de junho, acompanhar o lançamento deste livro em um coquetel que será realizdo às 20h30, no Grand Park Hotel, em Campo Grande. A entrada é gratuita.
 
SOBRE A AUTORA:
 Psicanalista, psicóloga, membro (AME) da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano, funda­dora do Ágora Instituto Lacaniano, de Campo Grande. Autora de Psica­nálise e educação: sobre Hefesto, Édi­po e outros desamparados dos dias de hoje (UFMS, 2008). Escreve, publica e apresenta traba­lhos na interface da psicanálise com outros saberes.  Atualmente é conselheira do CRP14, coordenando a Comissão de Ética.

 
 
 
 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Um homem certo


Um homem se lembra de quando era pequeno e sua mãe praticava abortos, lembra das jovens que vinham até sua casa para fazê-los com sua mãe. Imagina pedaços de corpos, o sangue. Nem vou continuar a dizer mais o que li na matéria do Terra.  Essa história ele vai contar em um de seus sermões. A mãe, que não faz mais isso há muito tempo, que agora também é evangélica, vai se retratar e dizer que o filho era muito pequeno quando isso aconteceu, que ele não viu nada. Ele mentiu? Muito provavelmente não. Era criança – não sei exatamente quantos anos tinha,  mas uma criança imagina muito, sonha, tem muitas fantasias, um mundo de terrores e fobias pululam suas noites. Sei de adultos que não conseguem olhar embaixo da cama à noite até hoje, acalentando os mesmos medos infantis. Então o garoto deve ter imaginado realmente o que conta agora como verdade.

Aborto é crime no Brasil. Eu não vou entrar em consideração quanto a isso. Crime é crime. Seja eu contra ou a favor, a mãe do garoto estava fora da lei. Mas isso aconteceu há mais de duas ou três décadas. A questão que me ficou foi uma: ele poderia ter colocado essa história da mãe assim, em público, em um de seus sermões, para pregar o certo e o errado? Foi ético? Ele deve ter se colocado do lado certo, e a mãe do lado errado.

Quando disse que John Lennon merecia ter sido assassinado, também se colocou do lado certo. Lennon, do errado. E o mesmo para o conjunto Mamonas Assassinas. Só que dessa vez quem executou a vingança foi Deus  - que jeito esse de ver Deus! - que colocou a mão e disse que se vingava dos que cantavam músicas torpes às crianças. Mamonas errados. Lennon errado. E Caetano Veloso também. Sinceramente agora esqueci o porquê Caetano Veloso está errado. Mas Caetano que se cuide, pois os outros artistas errados já se foram. Deus está de olho em Caetano Veloso. Veloso, Mamonas, Lennon, todos errados. Ele certo.

Ah, os africanos também errados, estão sendo punidos por Deus. Os africanos vivem muitas dificuldades realmente, mas são um povo tão rico, de cultura, de riquezas minerais, de fauna, de flora, estão sendo punidos por Deus. Os africanos “estão como estão” porque todo mundo vai lá roubá-los. Sobretudo os europeus, que dilapidaram suas riquezas. Como aliás, as nossas também. Os africanos errados, ele certo.

Eu não gosto de gente que se acha tão certa, tão correta, tão moralmente viável, e que aponta as faltas do outro. Até da mãe publicamente. Acho gente com tanta certeza assim perigosa. E insolente, e audaciosa. É de se arrogar que sabe o que é o melhor para os outros. É gente com empáfia. Crê que o ser humano é grande coisa, que ele é grande coisa, os outros é que são os errados. Mas o ser humano é como Thomás de Aquino disse: sicut palea. Estrume, dejeto, nada. É isso, no fundo, o ser humano: do pó vem e para ele vai. Por que não se lembra dessa parte na hora de apontar o dedo para os outros? O engraçado é que quando um sujeito não quer enxergar isso, mais vira isso.

Estou escrevendo isso indignada com um amigo meu que colocou um post defendendo esse homem certo. Uma defesa e com um argumento mais ou menos assim: só críticas para ele e os outros políticos ficam numa boa. E os corruptos, e os mensaleiros, e os outros? Isso é mais ou menos assim: é como se alguém pudesse se defender do erro dizendo que os outros erram também. Eu roubei, mas o outro também roubou.

È claro que os políticos depois se entendem, fazem reuniões. Aliás, já fizeram, já cortaram as devidas fatias do bolo e deram essa para ele, o homem certo, para ficar com as maiores para si. Na verdade, esse argumento é débil demais. Se eu continuar pensando nisso, os errados somos nós. E nesse caso, creio realmente. Errados somos nós se temos os políticos que temos. Será que é castigo de Deus?

domingo, 7 de abril de 2013

Lendo Rainer Maria Rilke em um domingo de chuva

Acordei seis da manhã nesse domingo de céu fechado. Fui caminhar com minha amiga Fabiana e voltamos correndo para meu apartamento, completamente ensopadas. Em 10 minutos o tempo fechou mais ainda, de cinza transformou-se em quase negro. As sete da manhã virou noite e a chuva, em vez de começar devagar, dando aviso, caiu de uma vez, inesperadamente. Sem uma árvore para nos proteger, tomamos chuva igual quando crianças. Engraçado é que me senti quando menina: tomava banho de chuva como quem transgride, comete uma infração. Pequena, mas infração.
Para quem acordou depois das oito da manhã - o que é mais normal em um dia de domingo - perdeu essa mudança, essa imprevisibilidade da metereologia, que nesse aspecto repete a vida.
Em um domingo de chuva como esse o que fazer, além de comer e assistir televisão? Escrevi. Escrevi muito, pois faz uns dias que uma escrita me assombra. Para um livro que quero escrever faz dois anos. Já tinha escrito páginas e páginas. E depois enviado para a lixeira, pois não era aquilo. Nessa semana as frases gestadas intimamente vieram fortes. E estou com mais de vinte páginas escritas, sabendo que estas são as que eu queria escrever.
É uma alegria tão grande de algo que só é mensurável para mim. Só para mim não. Todo mundo que já quis escrever um artigo, um livro, uma tese e as palavras não vinham sabe como é. O particular dessa alegria, o que ela significa especialmente para mim é que é o singular.
E depois desse esvaziamento das laudas e laudas escritas, fui ler Rainer Maria Rilke.

"O amor de um ser humano por outro é talvez a experiência mais difícil para cada um de nós, o mais superior testemunho de nós próprios, a obra absoluta em face da qual todas as outras são apenas ensaios. É por isso que os seres bastante novos, novos em tudo, não sabem amar.E precisam aprender. Com todas as energias de seu ser, reunidas no coração que bate inquieto e solitário, aprendem a amar. Toda aprendizagem é uma época de clausura. Assim, para o que ama, durante muito tempo e até durante a vida, o amor é apenas solidão."

domingo, 24 de março de 2013

Cuaderno de Bitácora

Cuando llega la hora de la verdad, sencillamente no hay modo de esconder cosas tan grandes. Sobre todo en la llanura, donde non hay escondrijos." Estou lendo Cuardernos de Bitácora. Eu não sabia o que era bitácora: é um armário, um pequeno armário em cima donde é colocada a agulha naútica, ao lado do timão. E a partir daí surgiu a expressão cadernos de bitácora para mostrar que é dentro desse armá...rio que se coloca os papéis, as rotas do navio, a fim de serem protegidos da inclemência do tempo.
Pelo menos é assim que entendo nessa obra do escritor polonês Andrzej Stasiuk.
Ele não gosta das planícies, sente-se desprotegido nelas. Vivendo nos confins do mundo, como ele chama, em um canto da Polônia com a fronteira com a Ucrânia, terra que já foi Húngara, já foi alemã, já foi dos russos, desapossado da pátria, inclusive da lingua, pois cada colonizador enfiou sua lingua ao povo dominado, dá para enteder porque precisa de uma bitácora e de montanhas. Nada do desamparo das planícies.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Björnstjerne Björnson, um escritor norueguês: a imensidão da natureza

Estudando sobre a Noruega, a literatura norueguesa, os fiordes, os vikings, descobri além de Henrik Ibsen e Strindberg, os autores mais conhecidos, Bjornstjerne Bjornson. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1903, é autor de muitos romances, poesias e peças de teatro.
Estou lendo "Além das forças", drama ambientado no norte do país, nos campos, perto de um vilarejo situado acima de Trondheim, bem acima de Bergen, encostado do Círculo Polar Ártico. O dilema da família Sang é todo enredado na força da natureza, em sua grandiosidade e poder. Enquanto falam, enquanto preocupam-se com a saúde da matriarca, sabem que perto, a força das ondas do Atlântico Norte bate contra os rochedos, adentra os fiordes.

Eis uma descrição do poder e da beleza da natureza norueguesa, que hei de conhecer ainda:

"...Para nós, sim: aqui a natureza parece fugir de todas as suas leis e de todas as suas formas, e isto, é claro, nos afeta. Temos noite durante todo o inverno, o dia quase todo o verão, e o sol no horizonte noite e dia. Já viste alguma vez o sol de noite? Sabes que atrás das brumas do mar ele parece como inchado, como se de repente se tornasse enorme? E os efeitos de luz no céu, sobre o mar, sobre as montanhas? Dos vermelhos mais ardentes aos amarelos mais pálidos e, nas tardes de inverno, todas essas tintas tornadas ainda mais doces, essa luz boreal que lhes dá não sei que infinitas variações.... E todas essas maravilhas monstruosas da natureza? Esses bando de pássaros que cruzam aos milhares, esses cardumes infindáveis que assaltam nossas costas... Vês esses rochedos que avançam a pique sobre o mar? Não são também como os outros. Todo o Atlântico vem quebrar-se neles! E naturalmente nós, os seres humanos, à força de viver assim no meio de tudo isto, temos nossas idéias perturbadas; elas rodopiam, infinitam, desordenadas, misturando tradições e lendas em contos fantásticos de gnomos e gigantes... Oh, podes rir o quanto quiseres, mas escuta um pouco as nossas lendas e, quando tiveres falado com nossos camponeses, depressa verás que o Pastor Sang é o homem de que precisam."

Preciso dizer que a "idéia perturbada" que rodopia, infinita e desordenada, em minha cabeça, nesse momento, é que já estou quase fazendo a mala para ir lá?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

46 anos de casamento

Hoje meus pais, Jacir e Eugênia, fazem 46 anos de casados. Casaram-se em Santa Catarina, mudaram-se para Rio Brilhante logo em seguida, onde começaram a vida juntos. Só sei da cidade à época que nem luz tinha. (eu me lembro dela, anos depois, já iluminada). Atravessaram o país, construíram uma vida juntos, tiveram quatro filhos - sou a mais velha - aposentaram-se e se mudaram para Campo GRande. Perderam um filho e seguiram em frente. Seguem em frente há mais de meio século. Eu e meus irmãos somos frutos desses dois desejos tão decididos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sobre a Albânia, o final do ano e meus votos


 

                                                                        Para meus colegas do Campo Lacaniano

Desde o ano passado tenho pensado muito na Albânia. E semana passada sonhei com ela. Não quero ir lá sozinha, vamos comigo à Albânia?

O sonho foi assim: uma cidade com prédios baixos, como um caixote, feia e cinza, como as construções comunistas de Berlim Oriental ou Bonn. Vou saindo da cidade e tudo é montanhoso. Chuva, neblina e vento e entro em um povoado, tem muitas casas brancas de telhados cinza, com janelas bem altas, arqueadas, no estilo mouro, ao pé de um morro. E depois, mais ao longe da cidadela, já no campo, casas de pedra, em forma de torres. Sei quais são as cidades, tanto uma quanto a outra: primeiro Tirana, a capital da Albânia. Depois Gjirokastra, a cidade de nascimento de Ismail Kadaré, o grande escritor albanês. A geografia das duas tirei de seus livros. Tenho olhado fotos, lido os livros dele. E conversei com um rapaz albanês em Florença que contou-me tantas coisas sobre o país.

Descobri, anos atrás, a obra de Ismail Kadaré graças a Walter Salles. Seu filme Abril Despedaçado é uma adaptação do romance do escritor Ismail Kadaré. No Nordeste da seca e da fome, duas famílias brigam há tempos pela terra, ninguém mais lembra como a briga começou. Os Breves (esse poderia ser o sobrenome de todos os seres humanos), pais de Tonho, personagem vivido por Rodrigo Santoro, perderam o filho mais velho, assassinado por um membro da família rival, e retiraram a camisa do morto, penduraram no varal até o sangue amarelar. Quando o sangue seca é chegada a hora da cobrança.

Embora todo o contexto seja diferente, essa cobrança do sangue é o cerne do romance de Kadaré. Essa matança entre duas famílias não é considerada uma vingança para os albaneses. É o Kanun, um Código de Honra entre famílias, que regulamenta a vida das cidades desde antes dos tempos medievais. Gjorg recuperou o sangue de sua família, com a morte de Zef Kryeqyqe, então sabe que será o próximo a morrer. Consegue uma trégua de 30 dias. Viverá de 17 de março até 17 de abril. Anda pelos campos, pelas estradas entre os povoados, rodeando as montanhas de sua província, com uma fita negra na manga da camisa – marca dos que estão sob a lei do Kanun – vivendo seu último mês, esperando chegar seu abril morto, despedaçado.

Enquanto vive sua vida dividida em duas, os vinte e seis anos que já viveu e seus últimos dias, errante pelos lugares, como um Ulisses, longe de casa. Porém sua Ítaca é uma sepultura. Será por isso que Kadaré compara seu personagem com Ulisses em vários momentos do romance? O que já desceu ao mundo dos mortos? Diz que o dilema de Gjorg é muito pior que o To be or not to be de Hamlet, seu drama é o de Ulisses. Pela errância da vida tão marcada pela morte com data fixa, 17 de abril? “Abril, a partir de agora, envolvia-se para ele numa dor levemente azulada...Sim, abril sempre lhe produzira essa impressão, um mês em que alguma coisa permanece incompleta. Abril de amor, como diziam as canções. Seu abril inacabado....”

Porém, no roteiro para o cinema, o final trágico é amenizado. Um irmão mais novo toma o lugar do destinado a morrer e ele pode viver porque encontrou o amor. No romance de Kadaré, uma mulher chega até Gjorg, que está no alto de uma torre, aguardando seus últimos dias. Tenta tirá-lo de lá, mudar seu destino. Mas não sabemos o que conversam, ela sai e ele caminha para o fim, para cumprir seu destino. O filme tem um final meio ao estilo “o amor salva até da morte”, mas o livro não: o sujeito cumpre seu Dasein.

Este livro tão denso, entremeado de muitas histórias da Albânia, de suas cidades e seu povo, seus costumes, foi o primeiro que li de Ismail Kadaré. Depois li outros, em que conta de uma Albânia tão milenar, que descende dos ilírios, um povo tão antigo quanto os gregos. A língua grega tem palavras estrangeiras, palavras albanesas. Kadaré quer nos mostrar o quanto seu país é antigo, e como ele era outro, antes de tantas invasões. E que, desde o Séc. XIV, assujeitado por tantos dominadores, invasores, seu povo parece ao estrangeiro tão feroz, temível, mas ao mesmo tempo tem um costume em que um hóspede, quando entra na casa de uma família albanesa, é mais do que um pai ou um filho, é um deus. E como tal é tratado.

Então, com essa introdução sobre a Albânia, meu sonho e minhas errâncias literárias, queria desejar feliz ano novo a todos sem falar do calor campo-grandense, “esse braseiro, essa fornalha”, que - já me chamaram a atenção, reclamo muito – queria desejar feliz ano novo com a geografia e o tempo da Albânia na cabeça, com suas chuvas intermináveis, seus ventos, e a neblina beijando as montanhas. Com suas terras montanhosas que andam rondando meus sonhos. Meus votos a todos de muitas alegrias no final do ano e recomeço pleno de energias, pois ano que vem teremos muito trabalho a fazer, muitos sonhos a fazer, muitas viagens a fazer, encontros a organizar. Enfim, nossas errâncias do ano vindouro serão grandes.

E falando em votos, aproveito para agradecer a todos os votos depositados em mim para o CRIF e dizer que não se preocupem que volto do estrangeiro albanês para o nacional de nosso campo no início de 2013: latino-americano, americano sem ser latino, europeu, australiano. E, claro, brasileiro.

Mas por ora estou albanesa, vivendo às margens do Adriático. Quem vem comigo à Albânia?